Para os Jovens Que Amam os Beatles, Rolling Stones e… Os Incríveis

 

Esse é o título do álbum de estúdio da banda de rock e pop Os Incríveis, lançado em meados de outubro de 1967.

“Era Um Garoto Que Como Eu Amava os Beatles e os Rolling Stones” é uma versão de Brancato Junior (na época empresário da banda) da canção italiana “C’era un Ragazzo Che Come Me Amava i Beatles e i Rolling Stones de Gianni Morandi e Franco Migliacci de 1966.

 

Decorando

Era assim que nos preparávamos para as provas.

Quem inventou a lâmpada elétrica? Thomas Alva Edison

Quem inventou o telefone? Alexander Graham Bell,

O que é uma ilha? É uma porção de terra cercada de água por todos os lados…

Decorar é um dos métodos pedagógicos mais comuns e é defendido por diversos especialistas, mas também é alvo de críticas especialmente entre adeptos do construtivismo.

Se, na vida diária, a criança decora nomes de pessoas, de objetos, poesias ou letras de canções, então o uso da memória pode ser a melhor maneira de fazer com que uma criança aprenda os números, as letras, a tabuada.

Muitas das informações a serem passadas aos alunos vêm de acordos ou convenções sociais e não podem ser construídas, mas sim memorizadas – como é o caso do alfabeto e dos nomes. A criança precisa guardar essa informação para que outras memórias sejam construídas dentro de um contexto.

Diversos experimentos já constataram que os mecanismos do cérebro estão preparados para aprender a partir da memorização e da repetição.

Se a criança exercitar a repetição de determinada informação, ela também estará aprendendo, mas nem todo conhecimento pode ser assimilado dessa maneira. Algumas coisas só se aprende com o raciocínio.

A partir da década de 80 algumas escolas brasileiras, paulistas mais especificamente, começaram a utilizar o Construtivismo em sala de aula e mudaram a forma de alfabetizar as crianças.

Na visão construtivista, o desenvolvimento do conhecimento ocorre por processos. Uma novidade ou algo desconhecido provoca um desequilíbrio. Para reordenar as ideias e criar hipóteses para atingir o aprendizado, o sujeito compreende e aprende a partir de relações com suas experiências e conteúdos previamente assimilados. A informação não se transforma necessariamente em conhecimento de forma imediata. Trata-se de um processo, uma construção permanente.

Porém, há problemas reconhecidos mesmo por aqueles que defendem a teoria do Construtivismo. Para começar, a divulgação distorcida da teoria contribuiu para que se formasse uma visão de que a educação construtivista deixa a criança livre para fazer o que quer, ou estudar só o que deseja. Por exemplo,  se um assunto não tem significado para os alunos, ou não é de interesse para a cultura, ele pode ser deixado de lado.

Outra dificuldade está na preparação dos professores, que não conseguem desenvolver o aprendizado em um ambiente mais democrático como prevê a teoria.

Como ninguém domina todos os conhecimentos, a questão é definir quais são os conteúdos fundamentais para cada área. E também dar liberdade para as crianças, dentro de limites.

A teoria do Construtivismo é considerada por alguns como a mais completa do ponto de vista da compreensão de como o processo de construção de conhecimento funciona, mas a ‘decoreba’ não deve ser eliminada nem pode ser única alternativa.

E para concluir, você se lembra de quem foi Nicolas Durand de Villegagnon?

 

Fontes de pesquisa:

noticias.terra.com.br/educacao/neurocientista-mesmo-desprezada-decoreba-e-a-melhor-opcao,7338fa3b73f4c310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

educador.brasilescola.uol.com.br/gestao-educacional/construcao-da-aprendizagem

cartacapital.com.br/cultura/eureka

Vivemos a infância e a juventude na ditadura

No início da abertura política, em 1974, nosso grupo estava entre onze e vinte anos de idade. Era o início do governo militar e, em tese, o fim da ditadura.

Em 1985, veio a primeira eleição de um presidente civil pós-ditadura. Era para ter sido uma eleição direta, através de voto popular. Houve o movimento pelas DiretasJá, que foi boicotado por parte da TV Globo e demais emissoras de TV e pela maioria dos jornais impressos. Acabou havendo eleição indireta com a escolha pelo Colégio Eleitoral, da chapa formada por Tancredo Neves/José Sarney. Porém, na véspera da posse, em 14 de março de 1985, Tancredo Neves foi internado. No dia seguinte, José Sarney, vice na chapa vencedora tomou posse interinamente até que o titular assumisse. Em 21 de abril de 1985, Tancredo falece e José Sarney torna-se presidente.

Essa eleição ocorreu quando todas nós já estávamos com idade entre 22 e 31 anos e, portanto, na idade adulta.

Vivemos, durante a infância e a juventude, toda a censura e a repressão da ditadura civil-militar em um momento em que o planeta passava por grandes avanços na área de ciências e tecnologia. Em 1961, o astronauta soviético Yuri Gagarin deu uma volta na órbita da Terra e, em 1967, acontecia o primeiro transplante de coração em um humano.

Foi também um momento de muitas propostas de mudanças na educação e de uma cultura em efervescência, seja no campo da música, da moda, da literatura, do cinema e outras.

Tenho várias questões para serem trabalhadas aqui no blog e também na página do facebook que é ‘linkada’ a este blog.

Até que ponto a falta de posicionamento político atual de uma brasileira madura é devido à própria cultura do povo, ou seja, a cultura da acomodação e da alienação, ou é consequência da falta de oportunidade de exercer adequadamente a cidadania?

Apesar de todas as lacunas que possam ter ficado da época da juventude,  essas lacunas acabaram por ser preenchidas pelo passar do tempo, pelo correr da vida, pelo contato com pessoas de gerações mais velhas e mais novas.

Se quisermos encontrar saídas para as crises atuais (políticas, econômicas e outras), e diminuir a alienação que impera hoje, um dos caminhos pode ser através de quem estava no olho do furacão no momento do golpe.

Como a censura pode ter criado uma geração de mulheres inseguras que manifestam abertamente que a política não é a praia delas, mas que deixam nítida a sensação de frustração? Não era assim que nós gostaríamos de estar atuando.

Devido à importância da mulher madura em seus múltiplos papeis de filha, para aquelas que ainda têm pai e/ou mãe vivos, e mãe, tia, avó, esposa, companheira, amiga, colega, cuidadora, chefe, colaboradora, empresária, e muitos outros papeis, ela pode vir a ser um importante agente de transformação social, mas para isso talvez precise de um pouco de apoio exatamente desses seres a quem ela tanto se dedica.

Para concluir, se você estiver com menos de 54 ou mais de 63 anos de idade e sentir interesse e prazer em assistir aos nossos vídeos, você é bem vinda como todas.