Café Filosófico

O programa Café Filosófico CPFL é exibido na TV Cultura todos os domingos, às 21h, e reprisado às segundas depois do Roda Viva.

Você também pode entrar no site da TV Cultura e assistir aos programas anteriores.

O link é: http://www.institutocpfl.org.br/videos/

Ecologia Humana é a série do Café Filosófico que está sendo apresentada atualmente e interessa a tod@s que gostam de refletir sobre humanismo, psicanálise, velhice, ausência do estado e de ações sociais nos espaços periféricos das cidades.

“Para conhecer uma cultura é preciso observar seus valores e práticas. O que é descartado e excluído também fala sobre ela, revela o que considera sem valor. E isto vale para as relações com a natureza e entre os homens. Qual lugar nossa sociedade reserva para os “indigentes”, “drogados”, “doentes mentais” e até mesmo os idosos? Esta série do Café Filosófico CPFL na TV Cultura nos convoca a uma reflexão sobre os desafios da ecologia humana.”

20/08 | dom | 21h
Indesejáveis até que ponto?
com Claudio Mello Wagner
O pensamento ecológico trouxe as questões ambientais para a ordem do dia mas parece que não estamos dedicando a mesma atenção à “ecologia humana”.

27/08 | dom | 21h
Psicanálise nas ruas
com Jorge Broide
Que vida é essa que habita as nossas calçadas? Quando os grandes laços: família, trabalho, por exemplo, foram todos desfeitos existe ainda um fio invisível capaz de sustentar uma vida. Qual?

03/09 | dom | 21h
O paciente psiquiátrico na cena contemporânea
com Alfredo Simonetti
A história traz através do tempo e das culturas, diferentes formas de ver e de tratar a loucura e os pacientes psiquiátricos. Mas se tradicionalmente a psiquiatria se ocupava das patologias mentais graves, nos últimos tempos ela passou a ser quase um lugar comum do nosso cotidiano.

10/09 | dom | 21h
Velhice potência de vida ou sinônimo de lixo social?
com Ruth Lopes
O que é a velhice? Quase sempre essa ideia vem acompanhada de palavras nada gentis: decadência, inutilidade, dependência. O envelhecimento traz sim algum declínio em relação ao corpo jovem e sofre também preconceito social.

 

 

 

Alemanices: “Puxadinhos” verdes

Deutschland Bildergalerie Kleingärtner (picture-alliance/dpa/H. Schmidt)

 

Deutschland Bildergalerie Kleingärtner

 

Os pequenos jardins urbanos – os Schrebergärten – foram idealizados na Alemanha há 200 anos. A primeira colônia de jardins urbanos foi estabelecida por um pastor na cidade de Kappeln no extremo-norte da Alemanha em 1814.

Os “puxadinhos” nas grandes e pequenas cidades da Alemanha já foram considerados caretas, mas se tornam cada vez mais populares entre as famílias jovens alemãs. É uma opção econômica para quem mora em apartamentos e não tem um espaço de lazer ao ar livre.

As casinhas de cada lote não podem servir como moradia e os produtos cultivados não podem ser vendidos. Os locatários também precisam respeitar leis ambientais e cumprir as regras de organização e limpeza. As cercas vivas precisam ser aparadas de forma impecável, o gramado bem cortado, e os caminhos de passagem sempre limpos para que os vizinhos não reclamem.

Os barraquinhos de madeira enfileirados e separados por cercas servem para o cultivo de legumes, verduras e flores. Ou ainda para aproveitar as noites quentes do verão depois do trabalho ou fazer um churrasco no fim de semana. Tem até quem comemore a festa de casamento.

Os mais de um milhão de Schrebergärten na Alemanha cobrem uma área de quase 50 mil hectares e são disputadíssimos.

Os terrenos públicos são cedidos a mais de 15 mil associações que coordenam o aluguel e a utilização dos espaços pelos locatários. O arrendamento dos lotes é, geralmente, por tempo indeterminado e pago anualmente à associação que gere a área. Há longas filas de espera para conseguir alugar um pequeno lote. Os preços variam de acordo com a região e instalações próximas, como piscinas públicas ou espaços de diversões para crianças.

Esses jardins também estão presentes na Áustria, Suíça e outros países na Europa Central e Escandinávia.

fontes:

http://www.dw.com/pt-br/alemanices-puxadinhos-verdes/a-38539200

http://www.dw.com/pt-br/os-jardins-alem%C3%A3es-confundidos-com-favelas/g-39229816

 

 

 

Mudança de hábito

Os pobres possuem dois olhos, dois ouvidos, um nariz, uma boca, cérebro, rins… e o polegar opositor.
Basta dar oportunidades que eles podem se desenvolver, falar cinco idiomas, compreender as mais avançadas tecnologias etc.
Os pobres não são uma sub-raça.
Se há inadequação por parte deles a ambientes, a metodologias e outros, isso deve ser decorrente do fato de que quase tudo tem sido planejado para quem pode pagar.

Facebook quer ser a internet e isso é irritante

O que conta para saber se uma plataforma, site ou portal tem sucesso é o número de pessoas realmente atuando dentro dela. O Facebook é uma rede social que conta com 936 milhões de usuários ativos. Esses quase um bilhão de pessoas utilizam o Facebook DIARIAMENTE.

No ambiente da internet, vence quem faz o título e imagem mais chamativa. Se a matéria é verídica ou relevante é secundário.

O Facebook vem tomando decisões bastante centralizadoras. A plataforma não está mais contente em ser o local onde vemos as férias incrivelmente felizes de nossos amigos frustrados ou onde brigamos sobre política com os tios. O Facebook quer ser onde você faz tudo na internet.

 Já percebeu como anda raro um link do Youtube aparecer para você? Agora compara com vídeos que foram postados na própria rede.

A internet nasceu com a capacidade de descentralizar a informação. Nunca antes tivemos tantas fontes diferentes para entender a realidade, tantos pontos de vista conflitantes para entender o mundo. Nos livramos da maldição dos meios de comunicação de massa e sua agenda oculta, nos informando daquilo que querem que sejamos informado, graças a capacidade de qualquer um de criar um blog ou fazer um post e assim ganhar voz.

Deixar que uma plataforma centralize o fluxo das informações é a maior tragédia que pode acontecer à internet. Mesmo que qualquer um tenha a capacidade de postar um conteúdo, esta liberdade pode ser cortada de uma forma sutil e velada – ganhar prioridade mínima na timeline. É uma censura sutil, porém eficiente. Depois da repressão direta e violenta, agora o consentimento distraído é a nova forma de controlar as massas.

Escolha fontes diferentes para se informar, e de preferência sites com posicionamentos políticos distintos. Ature ler conteúdos de pessoas com uma visão diferente da sua, pois o contraditório é indispensável para amadurecimento. Se você não se questionou sobre uma de suas crenças nos últimos dias, temos aqui um mal sinal. Continue pesquisando no Google, afinal é uma fonte muito eficiente para encontrar conteúdos, mas ao menos se pergunte, de tempos em tempos, porque você deixa que esta empresa decida quais são as informações que você vai encontrar.

http://adrenaline.uol.com.br/2015/05/10/34037/facebook-quer-ser-a-internet-e-isso-e-irritante

Diego Kerber
Sub-editor

Twitter: @kerberdiego

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna “Vida Digital”.