A PM e o Exército

A PM nada tem a ver com as Forças Armadas.
Vamos comparar as duas carreiras?
A atividade de um PM é de alta periculosidade, é mal paga e é degradante para o ser humano.
O índice de suicídio é alto, e muitos são afastados por problemas de saúde e distúrbios psiquiátricos.
Os PM são precocemente “reformados”, ou seja, são colocados em forma outra vez.
Uma instituição que admitiu o cidadão na plenitude da sua saúde e condicionamento físico – caso contrário não seria aceito – devolve à família dele, em muitos dos casos, um farrapo humano.
O policiamento (PM) de rua é o ostensivo e às polícias civil e/ou federal cabe a investigação e o inquérito.
No Exército, os soldados treinam para uma batalha durante décadas, na maioria dos casos, sem nunca participarem de um conflito real.
O PM no Brasil, e, em destaque nas capitais e em grandes cidades, passa por essas situações de tensão, enfrentamento e, não raro, a morte diuturnamente.
Eles enfrentam uma guerra diária, combatendo marginais e delinquentes com armas de guerra no cenário mais temido por militares de carreira que é o cenário urbano.
Então, a tensão diária de uma profissão de alto risco, o enfrentamento possível e provável, a chance bem grande de morrer e ser mutilado aliado a uma disciplina atroz, a uma rotina de punições, arbitrariedades, desmandos e a incapacidade de poder mudar esse quadro, o afastamento de antigos amigos e o isolamento levam à depressão, à bebida, às drogas.