A Educação Proibida

Através de 45 experiências educativas fora dos padrões tradicionais, que foram analisadas em 90 entrevistas com pessoas de oito países diferentes, o documentário “A Educação Proibida” se propõe a questionar as lógicas da escolarização moderna e a forma de entender a educação. Além de apresentar vias alternativas para como crianças e adolescentes estão sendo educados, o filme demonstra as falhas do modelo de educação vigente, que produz cidadãos doutrinados pelo sistema e que proíbe qualquer ato que não esteja conforme a norma estabelecida por ele.

http://tvescola.mec.gov.br/tve/video?vlItem=educacaoproibida&

 

LEXOGRAFIA POSITIVA

Um projeto do pesquisador Tim Lomas, da Universidade do Leste de Londres,  batizado Lexicografia Positiva, quer capturar os diferentes “sabores” de sentimentos positivos (alguns são bem amargos) encontrados pelo mundo, para que possamos começar a incorporá-los em nosso cotidiano.

Lomas identificou centenas dessas experiências “intraduzíveis” – e está apenas começando.

Essas palavras não possuem correspondente direto em inglês, mas representam experiências emocionais precisas, negligenciadas na língua mais importante do mundo. E se Lomas estiver no caminho certo, talvez elas em breve se tornem mais familiares.

Aprender essas palavras, afirma ele, pode nos oferecer um entendimento mais rico de nós mesmos. “Elas oferecem uma maneira bem diferente de ver o mundo”, diz Lomas, que afirma ter se inspirado após ouvir uma palestra sobre o conceito finlandês de sisu, que é um tipo de “determinação extraordinária diante da adversidade”. Segundo finlandeses, as ideias de “perseverança” e “resiliência” não chegam nem perto de descrever a força interior contida nesse termo local. É algo “intraduzível” nesse sentido: não ha equivalente direto ou fácil no vocabulário do inglês que capture essa profundidade do termo.

Intrigado, Lomas começou a buscar mais exemplos, entre amigos estrangeiros e na literatura acadêmica. Os primeiros resultados do projeto foram publicados em 2016 no periódico Journal of Positive Psychology.

  • Muitos dos termos se referiam a sentimentos positivos bem específicos, que dependem de circunstâncias particulares:
  1. Desbundar (português) – abandonar as inibições para se divertir;
  2. Gigil, do talago (Filipinas) descreve a vontade irresistível de beliscar ou apertar alguém muito querido e amado;
  3. Iktsuarpok (inuíte – esquimós) – a ansiedade sentida ao esperar por alguém, aquela de ficar sempre checando se a pessoa já chegou;
  4. Kilig, do tagalo (Filipinas) é uma tremedeira nervosa ao falar com alguém de quem se gosta;
  5. Mbuki-mvuki, do bantu (África) é aquela vontade irresistível de tirar as roupas enquanto dança;
  6. Schadenfreude, do alemão, é o prazer derivado do fracasso alheio;
  7. Shinrin-yoku (japonês) – o relaxamento que vem de um banho na floresta, em sentido figurado ou literal;
  8. Tarab (árabe) – um estado de êxtase ou encantamento induzido pela música;
  9. Uitwaaien, do holandês, define os efeitos revitalizantes de uma caminhada ao vento;
  10. Yuan bei (chinês) – um senso de realização completa e perfeita;

 

  • Outras palavras representam experiências ainda mais complexas e amargas, que podem ser cruciais ao nosso amadurecimento.
  1. Natsukashii (japonês) – um sentimento nostálgico de falta do passado, com alegria pela lembrança, mas tristeza pelo tempo que não volta mais;
  2. Saudade (português) – uma nostalgia melancólica por uma pessoa, lugar ou coisa que está longe no tempo ou espacialmente – um desejo vago por algo que pode nem existir;
  3. Sehnsucht (alemão) – um desejo intenso por estados alternativos de vivência e realizações da vida, mesmo que sejam inatingíveis;
  4. Wabi-sabi (japonês) – uma “sublimidade desolada e obscura”, centrada na transitoriedade e imperfeição na beleza. Curtir o esplendor das flores de cerejeira.
  • Além dessas emoções, a lexicografia (redação e produção de dicionários) de Lomas também enumerou características pessoais e comportamentos que podem determinar nosso bem-estar de longo prazo e modos como interagimos com outras pessoas:
  1. Dadirri (aborígene australiano) – um ato profundo e espiritual de escutar de forma reflexiva;
  2. Desenrascanço (português) – livrar-se de uma situação embaraçosa de maneira criativa;
  3. Orenda (huron) – poder humano de mudar o mundo diante de forças poderosas como o destino;
  4. Pihentagyú (húngaro) – significa literalmente “com o cérebro relaxado” e descreve pessoas de pensamento ágil que trazem piadas ou soluções sofisticadas;
  5. Sukha (sânscrito) – felicidade genuína e duradoura, independentemente das circunstâncias.

Há muitos outros exemplos no site de Lomas, onde você também pode submeter suas próprias sugestões de palavras. O pesquisador reconhece que muitas das descrições que oferece até agora são apenas aproximações dos significados verdadeiros dos termos. “O projeto é um trabalho em aberto, e estou permanentemente tentando refinar as definições. Comentários e sugestões das pessoas são muito bem-vindos.”

No futuro, Lomas espera que outros psicólogos possam investigar as causas e consequências dessas experiências – para ampliar nossa compreensão das emoções para além dos conceitos em inglês que dominaram as pesquisas até agora.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-39311897

 

Analfabetismo e manipulação

A história da educação no Brasil é um acúmulo de omissões e até mesmo de ações propositais que resultaram numa situação de extrema desigualdade social, um vergonhoso estado geral de ignorância e de desprezo pelo conhecimento.

Uma vez que os analfabetos, ou seja, a parte pobre da população era proibida de votar, o governante somente tinha de prestar satisfações a uma minoria privilegiada, da qual esse mesmo governante provinha.

O governante só poderia ser alijado do poder pela ínfima minoria para quem governava, e podia desprezar solenemente as necessidades da imensa maioria dos brasileiros, aumentando assim, ano a ano, século a século, o abismo social que nos define.

Dentre as chamadas “reformas de base” do período do governo João Goulart,  almejava-se oferecer o direito de voto para analfabetos.  Daí, veio o golpe de 64 e a ditadura civil-militar.  Foi somente com a promulgação da Emenda Constitucional nº 25, de 15 de maio de 1985, que os analfabetos recuperaram o direito de votar, agora em caráter facultativo.

A exclusão social de grande parte da população brasileira foi criada propositalmente pela reserva do acesso à educação somente a uma parcela dos brasileiros.

O Brasil vem tentando construir um estado democrático há cerca de trinta anos.

Agora, finalmente, conseguimos oferecer vagas na escola pública para cada criança.

O acesso a uma educação de qualidade é a principal riqueza a distribuir.

http://pensadoranonimo.com.br/brasileiros-tem-de-entender-que-estudar-nao-e-chato-chato-e-serburro/