Decorando

Era assim que nos preparávamos para as provas.

Quem inventou a lâmpada elétrica? Thomas Alva Edison

Quem inventou o telefone? Alexander Graham Bell,

O que é uma ilha? É uma porção de terra cercada de água por todos os lados…

Decorar é um dos métodos pedagógicos mais comuns e é defendido por diversos especialistas, mas também é alvo de críticas especialmente entre adeptos do construtivismo.

Se, na vida diária, a criança decora nomes de pessoas, de objetos, poesias ou letras de canções, então o uso da memória pode ser a melhor maneira de fazer com que uma criança aprenda os números, as letras, a tabuada.

Muitas das informações a serem passadas aos alunos vêm de acordos ou convenções sociais e não podem ser construídas, mas sim memorizadas – como é o caso do alfabeto e dos nomes. A criança precisa guardar essa informação para que outras memórias sejam construídas dentro de um contexto.

Diversos experimentos já constataram que os mecanismos do cérebro estão preparados para aprender a partir da memorização e da repetição.

Se a criança exercitar a repetição de determinada informação, ela também estará aprendendo, mas nem todo conhecimento pode ser assimilado dessa maneira. Algumas coisas só se aprende com o raciocínio.

A partir da década de 80 algumas escolas brasileiras, paulistas mais especificamente, começaram a utilizar o Construtivismo em sala de aula e mudaram a forma de alfabetizar as crianças.

Na visão construtivista, o desenvolvimento do conhecimento ocorre por processos. Uma novidade ou algo desconhecido provoca um desequilíbrio. Para reordenar as ideias e criar hipóteses para atingir o aprendizado, o sujeito compreende e aprende a partir de relações com suas experiências e conteúdos previamente assimilados. A informação não se transforma necessariamente em conhecimento de forma imediata. Trata-se de um processo, uma construção permanente.

Porém, há problemas reconhecidos mesmo por aqueles que defendem a teoria do Construtivismo. Para começar, a divulgação distorcida da teoria contribuiu para que se formasse uma visão de que a educação construtivista deixa a criança livre para fazer o que quer, ou estudar só o que deseja. Por exemplo,  se um assunto não tem significado para os alunos, ou não é de interesse para a cultura, ele pode ser deixado de lado.

Outra dificuldade está na preparação dos professores, que não conseguem desenvolver o aprendizado em um ambiente mais democrático como prevê a teoria.

Como ninguém domina todos os conhecimentos, a questão é definir quais são os conteúdos fundamentais para cada área. E também dar liberdade para as crianças, dentro de limites.

A teoria do Construtivismo é considerada por alguns como a mais completa do ponto de vista da compreensão de como o processo de construção de conhecimento funciona, mas a ‘decoreba’ não deve ser eliminada nem pode ser única alternativa.

E para concluir, você se lembra de quem foi Nicolas Durand de Villegagnon?

 

Fontes de pesquisa:

noticias.terra.com.br/educacao/neurocientista-mesmo-desprezada-decoreba-e-a-melhor-opcao,7338fa3b73f4c310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

educador.brasilescola.uol.com.br/gestao-educacional/construcao-da-aprendizagem

cartacapital.com.br/cultura/eureka